Olá Pessoal,
hoje estou disponibilizando alguns textos acerca do tema Poluição Industrial, mas ressalto que nenhum dos textos são meus, são textos de terceiros coletados da internet e que eu apenas dei um visual mais agradável em formato Word. Abaixo estão os links de download ou leitura
MEDIDAS PARA COMBATER A POLUIÇÃO INDUSTRIAL
de Naturezaecologica.com
Ler pelo Google docs:
https://docs.google.com/file/d/0B3HDkTfuhZNlb0lLR3pxMllRLW8/edit
download:
https://docs.google.com/file/d/0B3HDkTfuhZNlNWhYTXVLbng1cjQ/edit?usp=sharing
COMO CUBATÃO DEIXOU O VALE DA MORTE
de Liane Uechi
Ler pelo Google docs:
https://docs.google.com/file/d/0B3HDkTfuhZNlQTJ4bXptR0RVUUE/edit
download:
https://docs.google.com/file/d/0B3HDkTfuhZNlZ2RVbkZsM2F3aEk/edit?usp=sharing
A POLUIÇÃO PROVOCADA PELA INDÚSTRIA DE PAPEL E CELULOSE
de Claudinei Machado
Ler pelo Google docs:
https://docs.google.com/file/d/0B3HDkTfuhZNlZWpEY01qNXhVV1k/edit
download:
https://docs.google.com/file/d/0B3HDkTfuhZNlTmNKOHVWZ09nTkE/edit?usp=sharing
10 POLUENTES QUE MAIS MATAM NO MUNDO
de Jessica Soares
Ler pelo Google docs:
https://docs.google.com/file/d/0B3HDkTfuhZNlYzJTaExZWDlBSjg/edit
download:
https://docs.google.com/file/d/0B3HDkTfuhZNldnZDVjVyTUVkalE/edit?usp=sharing
Geomundieduc é a abreviação do nome desse blog e ao mesmo tempo traz a temática fundamental em relação a Geografia que aqui será trabalhada: Educação. Esse blog falará de Geografia em todos os seus aspectos, mas sempre terá um enfoque em educação, fazendo com que outros temas além da Ciência geográfica sejam abordados por ele. Espero que apreciem O Geographia Mundi. Eric Silva
domingo, 2 de junho de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
Como preparar slides para exibir na TVPendrive.
Muitas escolas públicas, sobretudo, no Estado da Bahia possui como recurso didático a TvPendrive, que possui suas limitações (assunto para outras discussões), mas que possui também suas utilidades como ferramenta pedagógica no momento de tornar a aula mais atrativa para o estudante, como recurso para auxiliar o professor ou simplesmente para dar um foco diferenciado a aula. Mas muitos professores esbarram em uma questão: Como utilizar a TvPendrive? ela faz o mesmo que se poderia fazer com um Notebook e um data show? A resposta é negativa, mas ainda assim não retira o mérito deste recurso que é muito mais acessível. Hoje através desse pequeno tutorial vou ensinar como como preparar slides para exibir na TVPendrive. A apresentação digital, ou mais comumente chamada de slide, é um dos recursos mais utilizado dentre as TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) na escola, devido suas possibilidade visuais de agregar imagem e texto ao longo da explanação tornando-se ponto de apoio para o professor que pode utilizar-se de diversas fontes extra livro didático e agrega-los em texto ou tópicos fluidos.
Assim a tutorial que preparei para vocês ensinará como deixar os slides preparados em powerpoint prontos para apresentar na TvPendrive (o mesmo pode ser feito no LibreOffice Impress, mas com algumas distinções no momento de salvar no formato adequado, em uma outra oportunidade apresento o programa).
IMPORTANTE: Caso o vídeo fique embaçado com a qualidade de imagem ruim vá no botãozinho da engrenagem e mude o nível de qualidade para um valor maior do que 144p. Com certeza a sua conexão está lenta e o youtube reduz a qualidade de vídeo, mas para melhor visualizar as instruções é necessário ampliar a qualidade.
IMPORTANTE: Caso o vídeo fique embaçado com a qualidade de imagem ruim vá no botãozinho da engrenagem e mude o nível de qualidade para um valor maior do que 144p. Com certeza a sua conexão está lenta e o youtube reduz a qualidade de vídeo, mas para melhor visualizar as instruções é necessário ampliar a qualidade.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Slides Variados
Cartografia
- Espaço geográfico - representação
Lugar
- Lugar e Espaço Geográfico
https://docs.google.com/file/d/0B3HDkTfuhZNldllwZno0WHZZU0k/edit?usp=sharingOrientação e localização
- Espaço geográfico - orientação
- Espaço geográfico - localização
Paisagem
- As paisagens do mundo
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Educação Opressora X Educação Libertadora
Olá, pessoal eu não costumo postar texto que não são meus, mas existem aqueles textos que valem serem gritados para o mundo ou pelo menos que cheguem aos ouvidos de muitos. É o caso desse fragmento que fala da dualidade entre uma educação opressora e uma educação libertadora. Vale apena conferir.Boa Leitura!
Eric Silva
Educação Opressora X Educação Libertadora
Toda educação é, em
si mesma, opressora. A passagem do ser individual ao ser social não se fez
sem um preço. E este preço é o controle sobre tendências egoístas e individuais
exacerbadas. Controle que, de predominantemente externo, torna-se cada
vez mais interno, com o decorre do processo educacional. E que exige uma
grande força de vontade, capaz de conduzir o indivíduo a maneiras de
sentir, pensar e agir que se coadunem com uma percepção global da sociedade,
que, por sua vez, ultrapassa percepções meramente particularistas.
É exatamente nesse
processo que se pode dar o salto para a libertação. Pois não é apenas da
opressão externa, e em busca de si mesmo, que o indivíduo precisa libertar-se.
Deve libertar-se também de si mesmo, de suas tendências egocêntricas,
para integrar-se na realidade social e nela atuar. E a escola cumprirá
tanto mais a sua função quanto mais favorecer essa dupla libertação, sendo
cada vez menos instrumento da opressão externa sobre o indivíduo e estimulando
cada vez mais seu crescimento rumo à participação social consciente.
Diria, portanto,
que a opressão antecede a libertação, é uma etapa da própria libertação, nesse
jogo dialético que constitui a vida e a própria educação. Se não, libertar-se
de quê? Trata-se, no caso, de uma visão parcial do processo de
desenvolvimento e de educação. Quando vistas globalmente, entretanto, no
mesmo processo, opressão e libertação coexistem, podendo predominar ora a
primeira, ora a segunda, ou, mesmo, equilibrar-se momentaneamente.
Cabe ao educador
trabalhar pela libertação, tendo, porém, consciência permanente de que o
processo será contínuo, que algum grau de opressão sempre existirá e que nunca
alcançaremos a libertação total. Mas é exatamente essa busca constante
que dá sentido à vida.
Referência
O Relacionamento Interpessoal na Facilitação da Aprendizagem In: Brandão, Carlos R. O que é educação. 5. Ed. São Paulo, Brasiliense, 1982, p. 8-9
Se Você, caro leitor, quiser ler o texto completo o encontrará disponível em:
ou em:
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
A sub-região nordestina do Meio-Norte
Aspectos Físicos
O meio-Norte é
uma zona de transição entre a Floresta Amazônica e o Sertão semiárido. Assim
temos entre as sub-regiões nordestinas, duas que são consideradas zonas de
transição: o Meio-Norte (Sertão-Amazônia) e o Agreste (Sertão-Mata Atlântica).
A
sub-região Meio-Norte é tradicionalmente considerada como as porções que
compreendem toda a extensão territorial do Estado do Maranhão e mais a porção
ocidental do Piaui. Mas segundo José Wiliam Versentini e Maria Vlach (2000, p.
119), somente a porção compreendida entre a bacia do rio Grajaú e a bacia do
rio Parnaíba poderia ser considerado como meio-Norte, uma vez que a oeste do
Grajaú (parte ocidental do Maranhão) possui uma caracterização climatobotânica
muito mais semelhante à Amazônia úmida (clima úmido e vegetação equatorial) e a
porção a leste da bacia do Parnaíba possui clima e vegetação mais próximo do
que caracteriza a sub-região sertaneja (clima-úmido e vegetação de caatinga).
Levando em consideração essa observação dos autores o mapa da subdivisão
nordestina em sub-regiões passaria a ter uma drástica mudança. Compare o mapa 1
(SIEBERT, 1995, p. 62), com a divisão oficial, com o mapa 2 (VERSENTINI; VLACH,
2000 p. 113). O mapa de VERSENTINI e VLACH se aproxima da regionalização em
Complexos regionais ou regiões geoeconômicas (mapa 4), não oficial (apesar de
seu grande uso no ensino atual de Geografia do Brasil), que divide o Estado do
Maranhão em duas partes pertencentes a regiões diferentes: Nordeste (porção
leste) e Amazônia (porção oeste). Essa divisão se dá por considera-se que a
parte leste e oeste do Maranhão não possuem as mesmas características
socioeconômicas e ambientais, entre eles o apontado por VERSENTINI e VLACH. A
sub-região marcada pelos dois autores também se aproxima do Meio-Norte úmido
apontado por ANDRADE (s/d, apud ADAS, 2002, p. 46) no mapa 3.
Em
relação ao relevo destaca-se no Meio-Norte uma grande bacia sedimentar, a Bacia
do Parnaíba, que forma na região uma larga planície que vai do litoral ao
interior. Acompanhado da bacia sedimentar ainda os existem os planaltos e
chapadas também da bacia fluvial do Parnaíba. “Chapadas, de topo aplainados,
limitadas por escarpas bem marcadas.” (AZEVEDO, 1996, p. 113).
Já
em relação a vegetação, boa parte do sul do Meio-Norte é dominado por vegetação
de Cerrado, intercalado pelas Matas de Cocais, que é própria da zona Meio-Norte
verdadeira apontada por VERSENTINI e VLACH; já na porção oeste se encontra
a floresta equatorial e a caatinga à leste.
A
mata de cocais apresenta-se como uma vegetação de transição constituída sobretudo
por palmeiras, principalmente a carnaúba e o babaçu. Essas duas palmeiras
apresentam grande importância econômica para a região servindo de
complementação para a população de baixa renda que não consegue na agricultura
de subsistência o suficiente para sua sobrevivência. A carnaúba [link] é típica
do cerrado sendo dela extraída cera e óleo que servem como matéria-prima à fabricação
de ceras, velas, lubrificantes entre outros produtos. O babaçu [link] por sua vez,
predominante no Maranhão e norte de Tocantins é usado para fabricar um óleo
presente em cosméticos e aparelhos de alta precisão e dele também se extrai
palmito.
Aspectos econômicos
Em
relação à agricultura, o Meio-Norte apresenta o cultivo de arroz com destaque para
o Maranhão, sendo “cultivado nos vale dos rios Mearim e Pindaré” (AZEVEDO,
1996, p. 114) e criação de gado “nas áreas de cerrado da chapada” (idem, ibdem,
p. 114). Uma agricultura tradicional que também destaca a cana-de-açúcar e o algodão
nas grades propriedade. Levando em consideração a explicação de Melhem Adas
(2002, p. 60-2) da construção dos preços geográficos no Meio-Norte é possível elaborar
um quadro dos ciclos econômicos do Meio-Norte ao longo da história:
Séculos XVIII – XIX: Com as guerras pela independência e a guerra
de Secessão travadas nos EUA, obrigaram aos industriais de tecidos ingleses a buscarem a matéria-prima do algodão em outros
mercados fornecedores, o que estimulou a produção algodoeira da região;
Século XIX: Com a diminuição da procura pelo algodão brasileiro
devido à normalização do quadro politico estadunidense estabeleceu-se no
Meio-Norte um forte fluxo migratório em direção à Amazônia durante o período do
ciclo da borracha.
Período até meado de 1960: A economia girava em torno da criação de
gado, da cultura algodoeira, da exploração do babaçu e da carnaúba, da produção
açucareira e da cultura do arroz. Uma economia
essencialmente agrária.
Anos de 1960 e 1970: Ocorre uma
modernização econômica com a implantação da Sudene e da Sudam, além do Projeto
Grande Carajás, onde o Maranhão torna-se escoadouro da produção mineral,
sobretudo de ferro, das minas da Serra dos Carajás. A implantação do projeto,
porém além de um grande impacto ambiental, torna a região uma zona de conflito
entre empresas, posseiros e indígenas pela posse de terra.
Final da década de 1980:
Migrantes gaúchos compram grandes extensões de terra do cerrado a baixo preço e
num fenômeno semelhante ao Oeste Baiano aplicam ali as modernas técnicas da
agricultura moderna permitindo uma grande produção latifundiária voltada para o
mercado externo de soja, frutas e outros gêneros agrícolas.
Quase toda a produção do Meio-Note
é voltada para o mercado externo à região e como salienta ADAS (ibdem, p. 61):
A existência de
uma frágil economia produziu os espaços voltados para si próprios (os espaços
de subsistência), ainda encontrados hoje no Meio-Norte, devido à falta de uma
politica agrária que pudesse implementar reformas no campo e incluir posseiros,
homens sem-terra e minifúndios no processo de produção moderno, garantindo-lhes
melhores condições de vida. (ADAS 2002, p. 61).
A sub-região
possui uma industrialização mais forte e diversificada na Região Metropolitana
de São Luís e na Grande Teresina, tendo iniciado seu processo de
industrialização “com a instalação de indústrias que constituem extensões dos
projetos minerais da Amazônia” (BRASIL REPÚBLICA, s/d), sobretudo aquelas diretamente
ligadas à produção ferrífera do Grande Carajás.
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| Mapa 1 - (SIEBERT, 1995, p. 62), Sub-regiões nordestinas |
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| Mapa 3 - (ANDRADE, s/d, apud ADAS, 2002, p. 46) - Nordeste: Zonas ou sub-regiões naturais. |
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| Mapa 2 - (VERSENTINI; VLACH, 2000 p. 113) - Sub-regiões do Nordeste. |
![]() |
| Mapa 4 - (COELHO, Marcos de Amorim; TERRA, Lygia, 2005) - Os grandes complexos regionais do Brasil. |
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| Mina "Serra Azul", em Carajás. |
ADAS, Melhem. Geografia: construção do espaço brasileiro. 4ª ed. São Paulo: Moderna, 2002. P. 240.
AZEVEDO, Guiomar G. de. Geografia 2: a organização dos
espaços e as regiões brasileiras. São
Paulo: Moderna, 1996. P. 153.
BRASIL REPUBLICA. Região Nordeste. Acesso em: 21 jan. 2013.
Disponível em: http://www.brasilrepublica.com/nordeste.htm.
COELHO, Marcos de Amorim; TERRA,
Lygia. Geografia Geral e do Brasil. São
Paulo, 2005, p. 479.
SIEBERT, Renata. Meu Brasil em mapas: atividades de
geografia e história do Brasil atrvés de mapas.
São Paulo, FTD, 1995, p. 111.
VESENTINI, J.
William; VLACH, Vânia. Geografia Critica
2: O espaço social e o espaço brasileiro. 28ª ed. São Paulo: Ática, 2000. P. 144.
WIKIPEDIA. Meio-Norte. Acesso em: 21 jan. 2013. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Meio-Norte.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
A sub-região nordestina do Agreste
Eric Silva dos Santos
Aspectos físicos
O Agreste é a segunda sub-região nordestina em importância econômica e se situa numa faixa de terra estreita em seu sentido Leste-Oeste e mais alongada no sentido norte-sul e que se estende do estado do Rio Grande do Norte ao Sul do estado da Bahia. Está estabelecida entre o Sertão de clima quente e seco do tipo tropical semiárido (a oeste) e a Zona da Mata de clima quente e úmido do tipo litorâneo úmido (situada a leste) e por isso se encontra em uma zona de transição entre essas sub-regiões. Devido a essa diferença climática o Agreste apresenta formações vegetais do tipo caatinga e nas áreas mais úmidas, conhecidas como brejos formações florestais semelhantes à Mata Atlântica.
Essa região apresenta um relevo com uma altitude relativamente elevada chegando entre 500 e 800 m de altura, pois corresponde a área do planalto da Borborema. A Borborema devido sua altitude forma ali verdadeiras barreiras para a penetração de nuvens oriundas do litoral e carregadas de umidade que iriam em direção ao interior do nordeste. As barreiras naturais da Borborema assim acabam por ajudar no fenômeno das secas na sub-região do Sertão. Sobre isso ADAS (1994, p. 79) afirma:
Os “Paredões” ou encostas dos planaltos voltadas para o Oceano Atlântico provocam a ascensão (subida) das massas de ar úmidas vindas do oceano. A temperatura do ar atmosférico, que é menor em altitude maior, provoca a condensação do vapor da água transportado pela massa de ar, podendo ocasionar chuvas (veja figura 8.2). Assim, na porção leste do Agreste, próxima da Zona da Mata, chove mais que na sua porção oeste, próxima do Sertão, como já vimos.
Quando as massas de ar conseguem ultrapassar essa barreira do relevo e penetram em direção ao interior, já são massas de ar secas (com pouca umidade). Esta é um das causas da ocorrência da pouca chuva, o que provoca a seca no Sertão nordestino.
Os solos se diferenciam de acordo a região, sendo mais férteis e de melhores condições de umidade os solos próximos à Zona da Mata e de baixa fertilidade e pouca umidade os que entram em contato com o Sertão.
Aspectos econômicos
Durante o período colonial, o Agreste era uma zona de policultura e de criação de gado destinada ao abastecimento de gêneros alimentícios para a Zona da Mata. Ainda hoje os vários cultivos (algodão, café, frutas tropicais, arroz, milho e feijão) e a produção leiteira e de gado de corte possui a finalidade herdada do período do Brasil colônia, abastecendo os grandes centros e as cidades do litoral nordestino.
A produção agrícola é praticada, ao contrario da Zona da Mata, em pequenas propriedades de terra, chamadas de minifúndio. Esses minifúndios são resultado das sucessivas divisões dos antigos latifúndios coloniais que existiam na região através dos séculos, principalmente devido às heranças deixadas de pai para filhos, que dividiam entre si as terras herdadas.
O agreste também cumpre a função de fornecedora de mão-de-obra temporária aos canaviais da Zona da Mata. Muitos trabalhadores na época do corte da cana-de-açúcar deixam suas pequenas propriedades para se empregarem como trabalhadores temporários para as usinas, os chamados boias-frias, regressando a suas famílias quando termina o período da colheita. Esses trabalhadores sentem tal necessidade de abandonar seus familiares e seus pertences em busca de trabalho insalubres e provisórios devido ao reduzido tamanho de suas propriedades agrícolas “para assegurar a subsistência e um certo progresso social e econômico ao minifundiário e a sua família” (idem, Ibid.).
Os principais centros urbanos do Agreste são: Campina Grande, no estado da Paraíba, Caruaru, em Pernambuco e Feira de Santana, na Bahia.
ADAS, Melhem. Geografia 2, o Brasil e suas regiões Geoeconômicas. São Paulo: Moderna, 1994. P. 165.
AZEVEDO, Guiomar G. de. Geografia 2: a organização dos espaços e as regiões brasileiras. São Paulo: Moderna, 1996. P. 153.
COELHO, Marcos de Amorim. Geografia do Brasil. 4ed. São Paulo: Moderna, 1996. P. 400. (Série sinopse)
VESENTINI, J. William; VLACH, Vânia. Geografia Critica 2: O espaço social e o espaço brasileiro. 28ª ed. São Paulo: Ática, 2000. P. 144.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
A sub-região nordestina da Zona da Mata
Eric Silva dos Santos
Aspectos Físicos
O nordeste brasileiro é subdividido em quatro grandes sub-regiões que foram baseadas em critérios naturais (clima e vegetação) e aspectos socioeconômicos. Entre essas regiões encontra-se a Zona da Mata.
A Zona da Mata estende-se ao longo de grande parte do litoral nordestino desde o estado do Rio Grande do Norte até o sul da Bahia. Devido a sua localização próxima ao Oceano Atlântico possui um clima quente e chuvoso e originalmente suas terras eram cobertas por florestas tropicais, a chamada Mata Atlântica, que hoje se encontra muito degradada devido a forte exploração que sofreu e ainda sofre desde o inicio da colonização brasileira. A vegetação local foi sendo desmatada inicialmente na exploração do pau-brasil, depois dando lugar aos engenhos de açúcar e as cidades que surgiam e hoje o pouco que sobrou sofre a ameaça das explorações madeireiras, das queimadas e derrubadas para a implantação de lavouras.
As temperaturas na região costumam ser altas e com elevados índices pluviométricos, oscilando entre 1.300 mm e 2.000 mm de precipitação anual. O relevo é principalmente formado de rochas cristalinas (aquelas que aparecem na natureza, constituída de elementos cristalizados, são rochas magmáticas) e apresenta um maciço na sua porção leste conhecido como Planalto da Borborema e que forma uma espécie de barreira entre essa sub-região e o Sertão. Ele é responsável por reter a umidade na Zona da Mata uma vez que as grandes massas úmidas vindas do oceano que tentam transpô-lo acabam deixando quase toda umidade na encosta oriental desse planalto. O relevo da Zona da Mata também é formado por colinas e planícies e o solo é do tipo massapé, o que muito favoreceu o cultivo da cana-de-açúcar.
Aspectos Econômicos e Populacionais
A Zona da Mata é a sub-região nordestina mais dinâmica economicamente do Nordeste. Sua primeira atividade econômica foi extrativista, sendo o pau-brasil o grande interesse dos colonizadores portugueses durante os 30 anos do período de pré-colonização. Mas logo a economia extrativista foi dando lugar ao cultivo de cana-de-açúcar com a implantação dos engenhos de açúcar.
A implantação dos engenhos de açúcar na Zona da Mata se deu no século XVI quando o comércio de especiarias se encontrava em crise e mantê-lo se tornava cada vez mais custoso devido aos ataques piratas e os tão comuns naufrágios. Além disso, o governo português sentiu que poderia perder os territórios atualmente pertencentes ao Brasil para outros países europeus. Tudo impelia então a ocupação imediatamente da nova terra e a procurar uma nova forma de manter os lucros. Naquela época açúcar era um artigo de luxo devido sua raridade e encontrando clima e solo propício nas terras da Zona da Mata para o cultivo da cana-de-açúcar Portugal acha uma maneira de incentivar a colonização através de um comércio lucrativo.
Ali na Zona da Mata foram implantados os engenhos canavieiros, que era na verdade as propriedades onde o açúcar era produzido sob o comando dos senhores de engenho e com o trabalho escravo. Assim com a crescente importância da produção do açúcar, que partir dali se tornou o principal produto comerciário de Portugal, toda a vida social dentro da região nordeste da colônia passou a ser organizada em torno da produção do açúcar. Nessa organização se encontrava o senhor de engenho e sua família no topo da pirâmide, seguido dos trabalhadores livres (assalariados) e dos escravos que podiam ser de negros africanos ou indígenas e que formavam a maior parcela da população. Dentro do engenho o senhor tinha poderes quase que absolutos, e nada era feito sem seu consentimento, mas sua influência e ainda mais longe, pois estes ainda participavam da vida politica da região ocupando cargos nas câmaras municipais das vilas, onde eles estabeleciam suas leis. Nesse periodo não existia moilidade social devido a impossibilidade de se mudar de classe, uma vez que um escravo sempre seria escravo e um senhor nunca perderia sua posição.
No processo de implantação e funcionamento da economia engenheira a sub-região antes coberta pela densa floresta tropical foi dando lugar aos latifúndios canavieiros com extensões imensas plantadas apenas com cana. Com o passar dos séculos os engenhos vão dando lugar as usinas de açúcar aliando as técnicas agrícolas com as industriais no que chamamos de agroindústria. Essas mesmas usinas hoje são também responsáveis pela produção do álcool.
Mas a Zona da Mata não sobreviveu e sobrevive economicamente apenas do açúcar. No litoral sul da Bahia também se desenvolveu o cultivo do cacau que foi introduzido inicialmente na região de Ilhéus no século XIX e até hoje juntamente com Itabuna produzem em torno de 90% de toda a produção brasileira de cacau. Houve também a lavoura de tabaco se desenvolveu no Recôncavo Baiano. Todas essas culturas sem exceções foram voltadas para o mercado externo o que nós chamamos de produção para a exportação, ou seja, para ser vendido para fora do país. Outra produção que se destaca nessa sub-região litorânea é a produção do sal marinho, o mesmo que se usa na alimentação, e que é produzido no litoral do Rio Grande do Norte.
A Zona da Mata também é a sub-região nordestina mais povoada e industrializada do Nordeste. Maioria das indústrias nordestinas localizam-se no Zona da Mata, principalmente concentradas nas áreas metropolitanas das capitais da Bahia, de Pernambuco e do Ceará (Salvador, Recife e Fortaleza, respectivamente). Os demais centros industriais também se situam nas capitais estaduais e em sua grande maioria dentro da Zona da Mata. No que diz respeito à população a Zona da Mata atinge os maiores índices de densidade demográfica como se constata no mapa abaixo do IBGE (2007). Densidades que passam dos 100 habitantes por km2 e que se explica pela importância econômica do lugar.
ADAS, Melhem. Geografia 2, o Brasil e suas regiões Geoeconômicas. São Paulo: Moderna, 1994. P. 165.
AZEVEDO, Guiomar G. de. Geografia 2: a organização dos espaços e as regiões brasileiras. São Paulo: Moderna, 1996. P. 153.
GUERRA, Antônio Teixeira. Dicionário Geológico-Geomorfológico. IBGE: Rio de Janeiro, 1966, P. 411.
VESENTINI, J. William; VLACH, Vânia. Geografia Critica 2: O espaço social e o espaço brasileiro. 28ª ed. São Paulo: Ática, 2000. P. 144.
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